Destaque Filmes Literatura

TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR [2018]

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Quando soube que iriam fazer uma adaptação do livro Talvez Uma História de Amor, do autor francês Martin Page, fiquei encantada. E a adaptação seria brasileira. E contaria com o Mateus Solano no elenco. E com a Bianca Comparato (3%) e a Cynthia Nixon (Sex&The City). Apenas. Depois do deslumbramento, o medo. Será que conseguiriam colocar todo o romantismo além do romântico de Page nas telas? Fiquei um pouco aliviada depois de lembrar que sua obra-prima, Como Me Tornei Estúpido, já havia sido adaptada para o teatro e o autor mesmo veio assistir à peça no Brasil. Ele gostou, apesar de não entendido uma palavra em português.

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O que rola é o seguinte: imagina acordar, seguir sua rotina bem normalzinha como todo santo dia e ao chegar em casa ouvir uma mensagem na secretária eletrônica de uma pessoa, com a qual você supostamente tinha um relacionamento amoroso, dizendo que está terminando tudo. Até aí, ok. Mas o lance é que você NÃO FAZ IDEIA DE QUEM É ESTA PESSOA! Pois é. O Virgílio (Mateus Solano) passou por isso.

Uma vida toda regradinha, cheia de horários e “to do lists” para cumprir; um emprego estável, um apartamento legal e um caráter simpático e gentil sendo abalado por uma mensagem de alguém que ele simplesmente esquecera. Meio absurdo, né? Absurdo a ponto de levar o personagem à procura pela dona da voz que tirou o equilíbrio de seus dias completamente planejados.

Talvez Uma História

O livro tem apenas 160 páginas e os leitores de Page sabem que é preciso fôlego para dar conta de suas narrativas, pois elas se encerram tão abruptamente quando se iniciam. No entanto, senti que a trama adaptada para o cinema foi muito lenta, preocupando-se em explicar tudo e qualquer coisa ao telespectador, algo um tanto quanto desnecessário, tendo em vista que o final explica tudo. Não gosto quando os roteiros são “mastigados”, meio que insultando a inteligência de quem está acompanhando o desenrolar da história.

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Senti que em alguns momentos, era como se o Virgílio estivesse num grande sonho ou que ele iria surtar no nível Fragmentado, saca? Apesar de ter lido o livro, ainda fiquei numa grande expectativa, mas o que acontece com o ele e as motivações para o apagão sofrido por suas memórias não são explicados (ao menos isso!), nos deixando vislumbrar os diversos aspectos pelos quais ele apenas esqueceu o grande amor da sua vida.

Solano está muito próximo do galã às avessas interpretado por Tom Hanks nas comédias românticas americanas, o que me deixou muito feliz e saudosista. A trilha sonora é muito boa, bem como as locações e a Nixon sempre diva, né, gente? Melhor pessoa de Sex&The City, sim! Se colocassem uma dublagem em língua francesa, quase não notaríamos a produção brasileira. Se isso é bom ou ruim, vou deixar que você mesmo julgue.

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A atmosfera romântica salva o filme, mas algo ainda falta. Apesar da “surpresa” do final, o clímax inexistiu, fazendo com que eu torcesse para que o mocinho não encontrasse sua mina. Triste, mas verdadeiro.

MAS, Talvez Uma História de Amor é uma boa pedida para os finais de semana em que você fica em casa querendo algo para aquecer o coração, merecendo nota 7,5 no meu ranking pessoal.

Destaque HQs/Mangás

A PIADA MORTAL

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Antes de tudo, desculpe pela resenha porca.

A verdade é que praticamente qualquer resenha sobre a obra seria incompleta, como com tudo escrito por Alan Moore. Essa, porém, se faz obrigatória para qualquer fã do escritor, dos personagens e mesmo simplesmente de quadrinhos.

A começar pelo traço semi-realista de Brian Bolland, que é simplesmente incrível e mesmo que bem “neutro”, tem personalidade. É de um detalhismo instigante. A edição mais recente conta com uma recoloração (também de Bolland) ainda melhor, com tons mais frios, combinando muito mais com a HQ do que os tons vibrantes do original de 88.

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E Alan Moore será sempre Alan Moore, por mais que o roteiro pareça, a um primeiro momento, muito simples (o que talvez faça render o pouco volume da história), a proposta é instigante: o Coringa se dispõe a provar que apenas um dia ruim seria suficiente para levar uma simples pessoa à loucura. Ele faz de forma primorosa o que poucos fariam. A história se mostra um tanto perturbadora até hoje.

Além disso, a narrativa da dupla é ótima. Vários quadros seguidos onde se mostra um curto período de tempo (mudando apenas detalhes no desenho) e a diferente paleta de cores para mostrar o passado do Coringa… vários artifícios que hoje são clássicos em narrativa gráfica já estavam presentes.

Esta última republicação da Panini tem capa dura e está sempre acessível… conta com um prefácio de Tim Sale e extras sobre os autores da obra, além dos criadores do Coringa, e duas histórias relacionadas, depois do posfácio também de Briam Bolland.

Destaque Literatura

DESVENTURAS EM SÉRIE: INFERNO NO COLÉGIO INTERNO

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Não tem jeito de seguir a partir daqui mais revoltoso com esses finais infelizes do que neste trágico episódio em que os Baudelaire passaram no Colégio Interno. Após saírem da serraria, eles vão parar no Colégio Interno, e claro que o conde Olaf os seguirá. Klaus, Violet e Sunny vão parar numa cabana com caranguejos e pingueira no meio do pátio. Klaus e Violet enfrentaram aulas tediosas de medição e contação de histórias, enquanto Sunny acaba se tornando a assistente administrativo do vice-diretor da instituição, Sr. Nero.

No meio desse lugar com as piores regras para se alinharem, os protagonistas encontram novos órfãos, os trigêmeos Quagmire, em que coincidentemente seus pais e um irmão também morreram num incêndio, deixando para eles uma fortuna. O Conde Olaf chega no colégio para preencher a vaga de professor de educação física, engando até um computador de última geração desenvolvido para achar o vilão. Como os órfãos nunca são ouvidos, Olaf coloca seu plano em ação, ele faz as crianças correrem o pátio de esportes a noite toda até amanhecer, deixando os Baudelaire cansados demais para prestarem atenção nas aulas. Não entendendo tal plano, os Baudelaire desconfiam de que algo muito perigoso está para acontecer.

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E sem mais nem menos, o conde Olaf sequestra os trigêmeos Quagmire, pois eles também possuem uma fortuna, mas antes de serem forçados a ir embora, um dos trigêmeos deixa uma mensagem para Klaus: C.S.C. Talvez o mais revoltoso, Inferno no colégio Interno foi o livro que me deixou com mais raiva dos personagens. Sr. Nero sempre começa sua conversa imitando os alunos, aquele deboche que ninguém gosta. Além do comum em que nenhuma criança é ouvida. Ou quando conde Olaf chuta aparentemente a Sunny mas era apenas um saco de farinha de trigo. Algumas atitudes dos adultos são aumentadas e tratam as crianças como nada naquele colégio me fez realmente ficar triste e revoltado.

E o livro termina com esse mistério. O que será o C.S.C.? Durante a passagem do Conde Olaf, os trigêmeos ficaram pesquisando sobre o vilão enquanto os Baudelaire corriam no pátio até amanhecer. Além de descobrirem que esteve envolvido com algumas mortes dos livros anteriores, os Quagmire descobrirem tal sigla. Parece que o mistério deve ser resolvido apenas no próximo livro.

Destaque Games

RANQUEADAS 2019: TUDO VAI MUDAR

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Todo mundo já caiu na ranqueada em uma posição que não gosta ou não é acostumado a jogar, e ainda assim jogou contra um jogador muito bom em sua rota. Em 2019 a Riot Games promete tentar acabar com isso. O preenchimento automático não será retirado do jogo, mas teremos Elo por rota no ano que vem e isso pode te ajudar a evoluir muito mais nas suas rotas secundárias.

“O sistema de gerenciamento de partidas precisa ser o mais justo possível, ponto. Queremos que o sistema recompense quem vai a fundo em uma posição, mas também queremos que reconheça aqueles jogadores experientes que querem se especializar em várias posições. Para esse fim, queremos fazer algumas mudanças grandes no gerenciador de partidas. Na próxima temporada, as ranqueadas Solo/Duo receberão um sistema de gerenciamento posicional, que é uma forma chique de dizer que vamos procurar oponentes para você com base na sua habilidade na posição que você está jogando.”

Dessa forma, sua experiência na rota que você foi posicionado, seja por querer variar ou pelo preenchimento automático, vai contar para escolha dos seus adversários. Com isso teremos um jogo mais justo para todo mundo.

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Também segundo a Riot Games será feito um novo sistema para combater os jogadores que não levam o jogo a sério quando não esta em sua posição primaria. Tendo dois planos, um deles de dar bônus quando você ganha uma partida fora da sua rota principal e outro é introduzindo medidas punitivas que aplicarão perdas de PdL para a sua posição primária se você perder partidas intencionalmente.

Destaque Literatura

FELICIDADE [WELLINGTON DE MELO]

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Um dos maiores poetas brasileiros do século XX, João Cabral de Melo Neto, dizia que existiam tantas obras clássicas para serem lidas que não perderia tempo lendo as novas.

Não é de se estranhar esse tipo pensamento entre os grandes apreciadores das letras. Não obstante, deve-se concordar que quando nos fechamos para o novo, perdemos de vivenciar o que está sendo produzido na sua contemporaneidade, tratando, inclusive, de temáticas e realidades que contemplamos quando colocamos a cabeça para fora da janela.

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O livro mais recente do escritor pernambucano Wellington de Melo, Felicidade, publicado pela Patuá, nos presenteia justamente com essa contemporaneidade. Wellington faz uso de elementos narrativos que podem confundir a cabeça do leitor muitas vezes. Talvez isso se deva ao fato do autor não ser apenas um escritor, mas um estudioso da literatura e, como tal, preza pela lima que tão necessária é para a construção de uma obra de arte rica.

Felicidade é dividido em três partes: Beleza; Julgamento e Misericórdia. E, para um leitor atento, a busca por easter eggs, é quase um desafio. As falas dos personagens nos confundem tal qual o do leitor do Clube da Luta, de Chuck Palahaniuk.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é uma crítica política presente na obra, principalmente no que tange assuntos como patrimônio histórico e arquitetônico, tal qual a capital pernambucana vivenciou com o caso do “Ocupe Estelita”.

Lançando mão do trocadilho com o título da obra, a felicidade é algo difícil de saber o que é, assim como a beleza. Mas, no fundo, é o que sempre corremos atrás. E, no final, a única certeza que temos é a de que um dia jazeremos.

Anime Destaque

ANIME: MEGALO BOX

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Ao longo dos (11 lançados, 13 previstos) episódios de Megalo Box uma frase (e variações dela) é recorrente: “Para lutar Megalo Box, tem que ser o artigo legítimo. Aqui não há lugar para fraudes.”. Para a narrativa, o termo “artigo legítimo” traz a mente o protagonista Joe, um agressivo e autodestrutivo boxeador cujo único objetivo é testar seus limites no boxe e lutar com um oponente a altura. Para alguns outros amantes do Boxe (como quem vos fala) este termo traz a mente o lendário boxeador peso-pesado dos anos 80 e 90 Evander Holyfield, que era conhecido como “O Artigo Legítimo” por motivos similares ao nosso protagonista. E para alguns de uma inclinação mais metafórica (como quem vos fala) o verdadeiro “artigo legítimo” talvez seja o próprio anime “Megalo Box” em si.

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Ambientado em um futuro Cyberpunk de radicais desigualdades sociais, Megalo Box lida com o epônimo estilo de Boxe que envolve o uso de próteses mecânicas para amplificar sua capacidade física. Seguindo a deixa do capitalismo desenfreado parece que para praticamente todos os homens de negócio (e até lutadores) o esporte Megalo Box é apenas uma forma de vender um novo produto ou ganhar mais dinheiro com jogos de poder corporativos. Mas não para o nosso protagonista, não para Joe (também conhecido como “Vira Lata”), um homem vindo da classe mais rejeitada da população enfrentando uma tarefa impossível a sua frente e carregando nos ombros o peso de uma tradição milenar de Boxe puro em um mundo onde Boxe é um produto. Seu objetivo é simples e ousada no mundo que ele vive: ele só quer uma boa luta, nada mais, nada menos (nem mesmo ganhar, o prazer de lutar é o suficiente para Joe). Esta motivação, traiçoeiramente simples, cria uma simpatia enorme por esse personagem, aparentemente o último “artigo legítimo” em um mundo onde o boxe não passa de um novo produto.

Tal qual essa motivação estranhamente simplista de nosso protagonista (apenas querer uma boa luta) esconde um personagem complexo e multifacetado repleto de nobrezas e falhas, o mote narrativo aparentemente simples de “Boxe futurista” esconde um mundo complexo e igualmente multifacetado: com o uso de detalhes suaves e uma escrita sofisticada Megalo Box constrói seu mundo distópico futurista quase sem esforço, utilizando desta forma futurista de Boxe para mostrar todas as facetas desta sociedade, desde as sarjetas do submundo aos arranha-céus das metrópoles suntuosas, tudo sem nunca sair do mundo do Boxe. Desde o traumatizado soldado descartado pelo governo Aragaki que tenta superar seus ferimentos psicológicos e físicos por meio do Boxe, ao arrogante bilionário “Ace” Murata, que vê no esporte uma chance de promover e vender seu novo estilo de maquinário para as massas. Até mesmo fora da alçada dos boxeadores em si, temos os coadjuvantes Sanchio (um traumatizado menino de rua com um passado misterioso) e Nanbu (um velho trapaceiro e treinador de atletas), que apesar de parecerem meros estereótipos no começo rapidamente demonstram profundidades que a audiência nem suspeita. Cada personagem pinta uma nova imagem de um novo aspecto daquele mundo, deixando pouca coisa sem ser explorada e aumentando nossa curiosidade com cada partida de boxe, nos fazendo querer saber mais sobre aquela sociedade tão distante e tão próxima da nossa.

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Se a escrita transforma essa aparentemente simples narrativa de Boxe em uma jornada de drama humano pelas entranhas de uma fascinante sociedade futurista, a estética faz a rota ser algo realmente cênico. A imagem, deliberadamente (e após um árduo processo de renderização manual de cada frame) imita a identidade visual de Animes antigos dos anos 80 e 90, dando a estética da série um visual deliciosamente retrô e enfatizando as imperfeições das cores, algo que só aumenta o impacto da direção de arte da série em uma época de Animes feitos com belas cores de computador. Não que estes animes (como My Hero Academia) sejam ruins, de forma alguma, mas confesso que há uma beleza singular em ver uma obra como Megalo Box voltar aquela velha estética que na imperfeição achava genialidade.

E é claro,trilha sonora é o que faz a jornada agradável. Com uma das melhores trilhas de Anime desde Cowboy Bebop, Megalo Box ousadamente utiliza uma mistura surreal de Jazz, Rap, Hip-Hop e ocasionais momentos de Synthwave para costurar a ideia de uma atmosfera simultaneamente retrô e futurista, isso sem contar a canção de rock utilizada na abertura. Tenha certeza que quando a música tema principal (uma espécie de hip-hop sintético instrumental) tocar você vai vibrar na cadeira com cada soco desferido (e recebido) por Joe.

Socos estes que raramente foram tão bem animados em Animes de gênero similar. Claro, animes de esporte (e boxe) não são novidade alguma, desde 1968 com Ashita No Jo (para com o qual Megalo Box é na verdade uma gigantesca homenagem) ao clássico contemporâneo Hajime no Ippo, mas me atrevo a dizer que poucos deles tinham uma animação tão precisa e afiada durante as lutas quanto Megalo Box. Com cada movimento de câmera, a audiência realmente sente cada soco e impacto como se estivesse no ringue, algo apenas enfatizado pelo trabalho de imagem em som com os faiscantes e ruidosos movimentos dos “Gears” utilizados pelos Boxeadores. Como todo clássico de Boxe, você frequentemente se encontra duvidando por quanto tempo o protagonista vai conseguir bater de frente contra golpes tão violentos, particularmente quando (como no caso de Megalo Box) se trata de um humano de carne e osso batendo de frente contra socos aumentados por maquinário, socando com dezenas de potências maiores do que um golpe normal. Mas a audiência logo aprende a seguir a deixa do protagonista: toda aquela dor e sangue são justamente o que faz a luta ter valor, e é melhor aproveitar antes que o nocaute venha.

Com as lutas violentas, a estética retrô, a trilha fora do normal e a narrativa de sutileza ímpar, Megalo Box é algo extraordinário, particularmente no status atual do cenário de Animes. É um fato consumado que hoje em dia, particularmente após a verdadeira revolução Shonen iniciada por obras como Dragon Ball e One Piece, a maioria dos Animes é feita sob medida para vender um produto sob uma lógica de mercado e merchandise, baseados em pesquisas do que atrai a maior parte do público sem alienar nenhuma parcela da população. O resultado é uma larga série de Animes de estética e narrativa similares, baseados nos velhos clichês, só mais um produto de mercado. Tal qual seu protagonista Joe, Megalo Box descarta essas pretensões de mercado e entra no ringue com um estilo único e ousado, sem se importar com “índices de popularidade” ou “merchandise”, tendo apenas um objetivo em mente: ter uma boa luta.

Curiosamente, o recorrente termo da série (“O artigo legítimo”) talvez defina o próprio anime melhor do que o seu protagonista, pois ao contrário de uma maioria dos Animes modernos, Megalo Box não está interessado em vender nenhum merchandise, videogame ou brinquedos. Tudo que Megalo Box quer é uma boa história. Com uma estética e trilha sonora retrô digna dos clássicos dos anos 90 como Cowboy Bebop, lutas de boxe de tirar o fôlego e um anti-herói carismático, Megalo Box sob no saturado e competitivo mercado de Animes modernos com a cara e a coragem e com a mesma ousadia de seu protagonista. Não tenha duvida: sendo campeão ou não, esse anime vai dar uma boa briga.

Destaque Filmes

A NOITE DE JOGO [2018]

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Há tempos que eu não me divertia com uma comédia. Fui sem pretensão ao cinema, mas um filme com meu eterno crush, Kyle Chandler (sim, desde Early Edition!), não tem como não acabar me entusiasmando. Além desse maravilhoso, ainda contamos com o Jason Bateman (Max) e a Rachel McAdams (Anne).

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Boas risadas, porque sim! O negócio é o seguinte: Brooks (Chandler), decide organizar uma festa com um assassinato fake, mas acaba sendo sequestrado de verdade. Logo, os amigos competitivos que ele convidou precisam resolver o caso para vencer o jogo, que apesar de dramaticamente cômico, vai tomando um rumo inesperado. Não é algo que vá mudar sua vida, trazer grandes reflexões.

Provavelmente, se você repetir a dose, não vai rir tanto quando da primeira vez. Mas é legal perceber que, enquanto unidos, somos melhores. E é essa a maior premissa do filme, talvez. Mas vale muito a pena para uma tarde tediosa de domingo ou para ver com os amigos apenas pela diversão. 

Nota: 7,5/10

Destaque Filmes

UM LUGAR SILENCIOSO [2018]

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Imagine viver numa casa de campo, em absoluto silêncio, se comunicando através de sinais para sobreviver à uma ameaça desconhecida que é atraída por sons? Parece bizarro, né? Mas é exatamente esse tipo de vida que esta família de Um Lugar Silencioso representa.

É provável que a experiência fora do cinema não seja tão incrível, mas ainda assim vale a pena tentar. O clima de quietude é quase claustrofóbico.

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Quase todas as cenas são ao ar livre, mas ainda assim, a sensação de desespero e de sufocamento são quase que constantes. Esqueci de respirar várias vezes enquanto o assistia haha

Há muito que tínhamos um filme de suspense/terror que realmente nos levasse à realidade dos personagens desta forma. Tudo acontece muito rápido – inclusive o aparecimento da criatura misteriosa, o que acaba quebrando um pouco o clima – e quando você menos percebe, é surpreendido pelas luzes acesas e você apenas quer mais.

HQs/Mangás

HOMEM-ARANHA E OS CAMPEÕES

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No mês de maio saiu a terceira edição da mensal dos Campeões, que começou em março seguido do fim da mini-série Guerra Civil II. Depois dos acontecimentos da Guerra Civil II e das atitudes dos “super-heróis adultos” que derrocaram em consequências bastante chamativas, o seleto grupo de jovens heróis Miss Marvel; Homem-Aranha, Milles Morales; Viv Visão; Ciclope; Hulk, filho do Bruce e Nova, Sam Alexander se unem para tentar quebrar o status quo da conduta heroica vigente.

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